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Sobre coisas irritantes e inquietantes

Uns trocadinhos para ajudar os bancos?

Crédito: shutterstock

 

Por Carmen Guerreiro

 

Fui à agência perguntar por que o meu cartão não tinha chegado depois de três meses de conta aberta. No fim do atendimento, a funcionária do banco me pediu para ajudar ela pegando um empréstimo.

Eu: Mas eu não preciso de um empréstimo.

Ela: Mas é só para me ajudar a bater a meta.

Eu: Mas eu vou ter que pegar um dinheiro que eu não preciso e pagar juros para te ajudar?

Ela (sem jeito): É… Mas o juros é bem baixinho, e você pode pedir só 100 reais, porque eu cumpro as cotas por operação, não por valor. [faz simulação e me mostra]

Eu (PENSO): Caramba, agora eu tenho que ajudar o banco com dinheiro? É o fim. Mas coitada da atendente, cumprir meta deve ser algo horrível.

Eu (FALO): Certo. Tudo bem, só os 100 reais então, para te ajudar.

Ela: Que bom! Mas olha só, se a gente pedir um empréstimo de R$1.500, os juros saem só 58 reais no ano! Você não quer fazer?

Eu: Peraí – você não ganha por operação?

Ela: Sim.

Eu: Então não faz diferença para a sua meta se eu pegar 100 ou 1500. Eu vou fazer só 100, ok?

Ela (sem graça): Ok, tudo bem. Mas não se preocupa, eu pego todos os contratos e levo pessoalmente a pé até o seu trabalho, para você não ter trabalho nenhum.

Eu: Ok!

Ela levanta e me dá um beijo e um abraço, agradecida. Fico sem jeito, mas retribuo. E saio pensando que a lógica bancária é mesmo muito perversa…

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Publicado em 18/12/2012 por e marcado , , , .
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